The Cure

Four years ago, my mother, who is now 83 had a stroke.

I spent one month taking care of her, 24 hours per day. I’ve been watching her brain/mind playing with her in a very random ways. While watching her slowly evolve, I took her to my friend’s house where I was painting my first big canvas (50cm x 1,20cm), I was painting in order to release and cure our wounds.

It was time for healing. We had wonderful and painful conversations, she was finally opening up like a flower at the age of 83. She opened her heart and cleared her mind. She was as vulnerable as a flower bud and carrying a very heavy luggage (what was left from her memories) with all kinds of feelings suppressed. Alison Bechdel once said: “My mother composed me as I now compose her.”

The painting is now in my sister’s house, and that is the right place and time. “The Cure”, “A cura” is guiding us through our daily conversations.

All elements in this painting that now I present to you in fractals and mandalas, representing “a cura”, where the diamonds for example, are like my mom and sisters, mi abuelas and friends, all strong and beautiful jewels.

While I was painting, the diamonds were more like my mom’s mind, full of facets, strong, unbreakable, that now, four years later, seems to be more purified and clear. Most of the carbon is being gradually removed.

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Quatro anos atrás, minha mãe, agora com 83 anos, sofreu um acidente vascular encefálico.

Cuidei dela durante um mês, 24 horas por dia. Observei seu cérebro/mente a brincar com ela de forma muito aleatória. Presenciei ela evoluir gradativamente, levei-a em casa de uma amiga onde estava pintando a minha primeira tela grande (80 cm x 1,20 cm), uma pintura para curar nossas feridas.

Era esse, um tempo de cura. Tivemos conversas maravilhosas e dolorosas, ela foi finalmente abrindo-se como uma flor aos 83. Ela abriu o coração e limpou a mente. Estava vulnerável como um botão de flor, porém, carregando uma bagagem muito pesada (as memórias que restavam) e todo tipo de sentimentos reprimidos. Alison Bechdel disse uma vez: “Minha mãe me compôs, agora eu é que estou compondo-a”.

A pintura agora está na casa de minha irmã, no lugar e na hora certa. A cura está nos guiando através de nossas conversas diárias.

Todos os elementos desta obra que agora apresento em fractais e mandalas, representam a cura, os diamantes, por exemplo, são como a minha mãe e irmãs, avós e amigas, todas jóias fortes e bonitas.

Enquanto estava pintando, os diamantes eram mais como a mente de minha mãe, cheio de facetas, forte, inquebrável, que com tempo e dedicação, parece estar mais purificada e clara. A maior parte do carbono está sendo removido pouco a pouco.

 

 

 

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